02 novembro 2008

Cuaracy Caurê Cunhapora Acauã




Cuaracy apaixonou-se por um homem que não conhecia. Caurê deixava flores nas pegadas dela, e lhe mandava mensagens pelas borboletas. Em pouco tempo Cuaracy estava tomada por um sentimento incrível, que não pode ser explicado. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser em como seria Caurê. Ouvia pouco falar dele, e tinha medo das qualidades que criava em sua mente, de que elas não pudessem existir.
Um dia de primavera, enquanto as mulheres da sua tribo conversavam sobre seus homens, descobriu que o coração dele pertencia a outra pessoa, e que não se sabia o quanto ele gostaria de deixá-la. Descobriu que ele tinha hábitos que a desagradavam. Mas nada a fazia esquecê-lo. Ela pensava e planeja cansativamente uma maneira de torná-lo próximo, de conversar com ele, e de ter certeza que poderia ajudá-lo.


Cunhapora queria um homem que não poderia ter. Acauã tinha todas as características que um guerreiro precisava ter. Muitas mulheres de sua tribo o queriam como parceiro, e nenhuma entendia porque ele demorava tanto para escolher uma delas. Acauã conquistou Cunhapora pelos olhos, que sussuravam poesias. Eles conversamos por horas coisas que não queriam dizer, pelo simples prazer de trocarem palavras. Um dia Acauã falou à ela que não poderia ser parceiro de nenhuma das mulheres de sua tribo, porque não poderia lhes dar filhos. Ela não sabia se poderia lidar com aquilo. Cunhapora chorou solitária na mata. Não sabia o que poderia fazer para ajudá-lo.



Somente ficção.

2 comentários:

foca disse...

Pitér, Cuaracy!!!

Maiane disse...

Tá bom...só ficção!