16 junho 2007

Em Apoio aos Namoros e Namorados!

Mesmo já sendo meio tarde, vamos ao meu post em consideração ao já passado 12 de junho. O tão polêmico dia dos Namorados.
Adiciono, se quiserem ler antes, que se derem uma olhadela ali do lado ---->
verão os links pros blogs da Vanessa e do Grubi, de onde comecei a me inspirar para este que segue.



De fato, o namoro já não é mais o que era anteriormente. No início dos tempos (não tão no início, mas nos primórdios do calendário cristão), o namoro tinha aquele intuito, felissicimo, de fazer "bem casar" as moças de família e os homens honrados. Com isso, os pais ficavam tranquilos quanto ao futuro dos filhos. O homem teria alguém pra tomar conta de si e de seus filhos, teria com quem ter filhos (desde que não ultrapassase a barreira do "papai-mamãe") e a mulher teria quem a sustentasse, e melhor do que isso, não seria considerada um solteira, praticamente uma chaga aberta na estrutura de uma família tradicional!

A mulher teria que obedecer ao seu homem, satisfazer suas necessidades sexuais básicas (as adicionais eram satisfeitas pelas prostitutas, a respeito de quem ainda escreverei um post), cozinhar, lavar, passar, limpar, criar os filhos, cortar as unhas dos pés do seu homem entre outros afazeres, como costumava-se dizer, domésticos.

Hoje o namoro (e consequentemente o casamento) virou alguma coisa bem diferente do início. Mulheres e homens já são capazes de "virar-se" sozinhos, podem muito bem mandar e desmandar na sua vida e pra muitas mães, o que menos querer e ver o filinho casado. Nós, mulheres, especialmente, aprendemos, a muito custo, a trabalhar, conseguir a pópria grana, pagar o próprio cartão de crédito, abastecer o carro, trocar o pneu, abrir o vidro de pepino e até mesmo trocar uma lampada ou matar uma barata, tarefas essencialmente masculinas. Os homens, por sua vez, muitas vezes vêem nos congelados de supermercado e nas empresas de lavagem de roupa a fuga para os tempos modernos, quando as "mulheres de hoje em dia, já não são as mesmas de antigamente". Ainda existem os que cozinham, e como cozinham, por aí afora tornanado o progresso masculino quase que uma constante.

Então, hoje, as pessoas já são quase como pessoas jurídicas, cientes de seus impostos e obrigações, que se mantém sozinhas, sem a necessidade de um trabalho terceirizado. Então, o que eu posso dizer em favorecimento aos relacionamentos amorosos, tão mal falados pelos solteiros atualmente?

O namoro, hoje, vai além , ou melhor dizendo, percorre um caminho diferente do estabelecido anteriormente. O namoro, é como uma sociedade, onde cada um terá que fazer a sua parte pra que o namoro funcione harmoniosamente, e cada um terá que abdicar de algumas coisas também. O importante é que o saldo deve ser positivo, no fim das contas. E esse saldo, na maioria das vezes é composto pela vontade de estar junto, pelas risadas que são trocadas entre as partes, os cafuné, o tesão, e a vontade sem pensar, de fazer planos pro futuro que incluam o outro. As vezes, a empresa perde dinheiro, as vezes os sócios quase que não conseguem se enxergar, mas aí, é impotante se fechar as portas e fazer um balanço dos negócios. Hoje a rentabilidade pode estar baixa, ou a cotação não está aquelas coisas, e dai vale analisar se vale mais a pena declarar falência e sair fora ou investir mais um pouco pra ver o que acontece depois.

Antigamente, quando eu nunca tinha namorado na vida, eu quase morria na chagada desta data, vestia luto e não entendia como eu não conseguia arrumar namorado nenhum!
Hoje eu vejo que era bobagem. Ninguém veste preto no dia das mães ou no dia das crianças por não as serem, mesmo, Gruber, sendo uma data tão comercial quanto o referido dia. Estar com os amigos, e ter o seu carinho é tão bom quanto namorar, com a diferença que o namoro tem o tratamento personalizado! Não vou ser hipócrita e dizer que não é o máááximo ter alguém te ama te ama e te ama e que faz (algumas) coisas por ti, mas não tem necessidade de tanto alarde... Nem dos solteiros e nem do comércio, porque até quem namora se enche das propagandas que entopem as ruas e a TV.

E se vocês acham que foi uma análise fria da situação, pf... É pra que possa competir com meus amigos! hehehe, e pra mostrar que, na boa, tesão e amor não resolvem todos os problemas, como insiste o Gruber, não dura pra sempre, mas com a manutenção adequada pode ser eterno, siiiim! Tão aí os meus sogrinhos, que não me deixem mentir. E olha que eu venho de uma família de pais separados que eu sinceramente não sei se um dia já foram felizes... E tenho dito!





Só pra atualizar sobre a querida aqui: Passeiiiiiii na prova de carroooooo!!!! Só falta a de moto! Torçam por mim!
Beijo, Abraço (especialmente pra Adri, que me deixou com vontade de abraçar tambééém!)!

2 comentários:

adri disse...

brigada pelo abraçooooo!

muito bom o post, adorei a parte de "cortar as unhas dos pés do senhor seu marido....". huahuahau

eh muito bom mesmo ter alguém, mas acho que as pessoas tem de entender que uma coisa eh AMOR, sentimento, outra coisa eh necessidade da pessoa, de ter alguém soh pra dizer que está namorando, soh pra não ficar sozinho consigo mesmo.

quando eh amor de verdade, tenho certeza que pode sim, durar pra sempre. meus pais são prova viva disso, com muitos problemas, lutas, derrotas e 25 anos de casados nas costas; mas também com muito amor, superações, apoio incondicional.

parabéns por ter passado na prova, quando tirares carteira vamos dar umas voltas de carro e comer nosso pastel!

bjn

Daniel Gruber disse...

Bom, eu já tinha lido o texto, mas naum tinha ainda comentado.
É que ainda estou em dúvida sobre se concordo ou não.
Mas vamos lá:

Axo que amor é uma coisa à parte de algo tão burocrático e formal quanto casamento. O amor acontece por acaso, e um casamento por amor é consequencia, o que não é o caso da maioria dos casamentos de hj.
O amor não precisa dessa formalidade legal e religiosa, é só um simbolo com um belo ritual.
O namoro, é diferente, mas tmbm tem as suas leis, só que praticamnete tácitas, implícitas.
Não sei mais o que pensar sobre amor e relacionamentos, e não julgo ninguém que ainda acredite neles. Desejo muito boa sorte a esses, e que sejam felizes como eu não fui.

Bjos.