10 dezembro 2007

"Can´t Touch this..."


Viver é monótono, e disso todo mundo sabe.
Não estou aqui fazendo apologia nenhuma à suicídios, já passei dessa fase. Mas me intriga intimamente, já faz a vida toda, o quando a vida poderia ser surpreendende.
Bom, vamos iniciar, pensando que as coisas não são assim tão sólidas e concretas quanto parecem. Depois que eu comecei a pensar "além do que os olhos enxergam" e estudar determinadas coisas na escola, os meus horizontes se expandiram. Claro, o que não fez de mim propriamente uma gênia em física e química, beeeeeem longe disso. Todos nós somos feitos de células, e todas as células são feitas de átomos, que são punhadinhos de energia que giram e giram, que a gente, bem na boa, não compreende a existencia, mas decora, pro caso de alguma prova. Nossa carteira de identidade genética é um punhadinho de bolinhas coloridas... Se não me engano, 32 pares de cromossomos que te descrevem em aspectos físicos. (ele é o culpado pela minha cintura ossuda, minha bunda grande, minha descabelisse, pelas minhas amigdalas débis, mãos de idosa, etc...). A gente é feito de carbono. Tudo é feito de carbono. E carbono, pra mim é aquela coisa pra fazer cópias, a não ser o gás carbônico, que é um gás.
Tá... Então, conclusão. Somos todos (e tudo que existe!) feitos de bolinhas malucas e vibrantes que ficam girando e girando e girando. Você não acha estranho que a gente consiga pegar coisas na mão? Você não acha estranho que todos os dias, todas as coisas estejam lá, no mesmo lugar desde a ultima vez que foram vistas? Que, eu, morando no segundo andar, e tendo o meu prédio quatro andares, sorte minha que o mundo não seja como eu imagino, porque senão eu poderia ser esmagada por armários pesadissimos ou pessoas que "dormem em cima de mim"? Meu deeeeeeeeeeeeeeeeus!
 
*_*
 
 
Tá, vamos voltar ao assunto.
 
Dizem que isso é um processo que acontece no crescimento das crianças, e eu acho que não desenvolvi este lado de maneira eficiente. Tem uma fase que as crianças tem medo de dormir por não terem certeza que as coisas vão estar lá quando acordarem. Bem, as vezes eu fico triste por isso não acontecer.
Diversas vezes, naquele acorda-não-acorda, eu ficava imaginando como seria bacana acordar e estar num outro lugar, num outro tempo! Uhhh! Você já pensou nisso? No quanto seria fantasticamente assustador você acordar num outro mundo, com outras pessoas, totalmente sessão da tarde! Quando isso acontece, depois da primeira decepção (abrir os olhos e ver que ainda estou "lá") é abrir a porta do quarto e ver o meeeeesmo mini apartamente, com a meeesma mini sala, com a mesma TV, com a mesma "cozinha-corredor"... E ai, ai, a mesma vida de sempre.
Geralmente meus sonhos me incentivam neste tipo de pensamento. Normalmente os comodos das casas se confundem e alguém muito nada a ver aparece, e eu não me sinto surpresa com isso. Pessoas mortas, vivas, antigos colegas, novos amigos, primos, pessoas que ainda não conheço (olha só que medo: sonho com pessoas e as conheço depois! Uhh!) todas juntas como se fosse a coisa mais normal.
 
Tão fantástico, tão tranquilo. Imaginação fértil é foda. Viver com pessoas que vêem as coisas com tanta certeza de como são e ter o alcance de que nada é como achamos, é complicado. O tempo todo o desafio de imaginar como tudo é tão perecível, tão "gasoso", tão energético e vibrante, e aceitar que é difícil de explicar. As coisas palpáveis são as menos importantes, no final das contas. O difícil é aceitar e entender o que está além do que se enxerga.
 
Coisas de quem leu muito gibi na infância! Como diz a minha mãe, "eu sabia que essa história de ficar lendo demais ia te fazer mal alguma hora".
 
 
G. 
 
 
PS¹: O domingo televisivo foi salvo por um programa infantil na TVE. Conseguimos refletir e parar pa pensar a respeito de coisas, diferentemente do que nos ofertava o Domingão do Faustão (que até o nome remete à babaquisse!)
 
PS²: Proponho um boicote ao Abbey! E proponho furarmos o olho do Batman-coisa-ruim que permitiu o acesso ao bar somente menininhas com anteninhas idiotas (que tivessem passado no teste do sofá!) e fantasias compradas (porque eu perguntei isso e ele disse que siiiiiiiiim). Fui humilhadíssima sexta quando "tentei" entrar na festa à fantasia. Um bar que não tem nem capacidade pra tirar da grade uma banda que a mil anos toca tooooooooooda sexta feira (aham, The Dogs!) e que não agrada mais ninguém, só poderia ter um dono metido a imbecil que tem coragem de barrar quem bem entende com desculpas mais que esfarrapadas. Novo Hamburgo é isso aí, as pessoas ainda acreditam na hierarquia já sepultada e a tentativa de democratização nesta b**** de cidade vai pro saco. Novo Hamburgo, Novo Hamburgo! ***momento desabafo!***
 

4 comentários:

adri disse...

bah gabi, amei o post, concordo com T-U-D-O (tbm sempre tive medo de que os armários dos CINCO andares acima do meu caíssem em cima de mim.... )

que aconteceu no abbey? conte, conte, conte! e sim, novo hamburgo é o fim ¬¬

adri disse...

bah gabi, amei o post, concordo com T-U-D-O (tbm sempre tive medo de que os armários dos CINCO andares acima do meu caíssem em cima de mim.... )

que aconteceu no abbey? conte, conte, conte! e sim, novo hamburgo é o fim ¬¬

adri disse...

era pra ter sido só um comment (não costumo postar as coisas repetidas....). mas enfim, o blogger tbm é o fim ¬¬

Vanessa disse...

Oie...

Bom, só rpa deixar regristrado que eu estou lendo depois, eu comento em OFF sobre algumas coisas e vc me comenta sobr eo abbey!
beijos =***

ps: eu lembro da música!