28 julho 2006

"Manhê, quando eu crescer, quero ser professor!!"

Eu nunca devo ter dito isso pra minha mãe!
E eu admito, com certa vergonha, que não tenho nenhum jeito com crianças, além de não ter nenhuuuma paciência. (Exemplo, minha afilhada...)

Por uma ironia do destino (ou por uma pressão que virou desejo), agora estou estudando pra me tornar uma delas. Nâo que o meu maior sonha seja este. Eu queria mesmo era a faculdade de dança. Mas como nem tudo na vida é como a gente espera, lá fui eu fazer História. (e com o apoio extremo do mau pai e de todos meus amigos RPGistas, que sonham um dia que eu mestre pra eles alguma avetura, talvés). Na verdade, eu nem me importava de ser professora mesmo, mas o que eu quero é mais do que isso. Quero ver o mundo mundar de alguma forma, depois que eu passei por ele. E ninguém precisa dizer que eu sonho muito alto quando eu digo que quero dirigir o Museu do Louvre. Eu acho que se a gente não sonhar beeeeem alto, não corre o risco de realizar esse sonho nunca mesmo. Naquelas de se errar a Lua também acerta uma estrela também me faz pensar. Saca?! Se eu sonhar em ser uma professora baranga e mal amada, mas que tem um trabalho "fixo" no estado e ganha "relativamente bem" (só se for comparado ao meu salário atual!!), eu nunca vou passar disso ai, mesmo.

Mas se eu sonhar em ser Ministra da Cultura, ou diretora do Louvre, e, lógico, me empenhar muito, pode ser que eu chegue lá pertinho, mesmo que não seja exatamente lá. Dai eu vou ver que a minha vida foi bem mais que trabalhar no Estado e ganhar um ssalário miserável, pro resto da vida (sim, porque afinal, quem quer langar um emprego "estável" pra correr riscos??-Alias, vou linkar esse assunto num outro parágrafo)

Nessa parada de não arriscar eu já me perdi muitas vezes. A minha família toooda tem medo de arriscar. Nâo tenho nenhum tio que tenha ido pra fora do pais tentar a sorte, ou uma pessoa que largou o emprego de médico pra tocar em barzinhos e ser feliz. Só o meu pai, coitado, mas esse sabia que ia regredir e não fez nada pra que não acontecesse... Deixa isso pra lá.
Eu não quero essa herança pra mim, eu quero largar tudo e ir pra França, sem saber francês, que aprender me ralanado, quero, enfim, arriscar. E que seja agora, que eu enho pra onde correr, caso não dê certo alguma coisa. Pra Nova Zelandia, pra Itália... PRo Zimbabuê...

Sobre a parada de fazer diferença no mundo, não tinha a ver com o Louvre só. Queria conscientizar as pessoas, fazer um trabalho social massa, pra que as pessoas descubram que TEM cultura, mesmo que seja dançar funk na laje.
Alias, PS sobre isso: Muita gente vive agredindo quem é de favela, dança funk, canta hip hop, mas não para pra ver que a gente exclui eles do que tem no nosso mundo. Eles nascem com essa CULTURA e é muito dificil fugir disso... Ninguem acha que um favelado vai sair da favela pra assistir Chopin (e jura que iam deixar ele entrar num teatro, neah!)
Eu queria que as pessoas dessem valor a cultura, porque EU sempre dei valor pra minha.
E eu queria que eles soubessem que pooodem ir além das barreiras que eles acham que enxergam.
E queria mostrar que o mundo vai além daquilo ali. E que não ter grana, não quer izer não ter chances...


(a chefe tá chegando...
qqr dia falamos mais disso!)

Bom findi

5 comentários:

adri disse...

eh verdade dona gabi, seria muito bom se todos se dessem conta da importancia da cultura em nossas vidas....

talvez por isto eu queira ser professora!!! (apesar de tbm nunca ter dito a tal frasezinha pra mamae......)

pra tornar o mundo um pquinho mais ligado no saber e no ser do que no ter....

bjn guria, bom finde

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