28 fevereiro 2007

Dormindo com a porta fechada.

Quando a gente é criança, um dos grandes saltos em busca da maturidade é dormir na própria cama. Depois disso vem o "dormir no escuro" (coisa que muita gente, que eu seeei, ainda não conquistou). Desdo tempo que eu me lembro eu durmo no meu quarto. Exceto uma determinada fase aí em que eu dormia com a minha mãe, pela simples conveniencia de não precisar arrumar a cama. Voltando ao assunto. Faz pouco tempo que eu conquistei a proeza de dormir de porta fechada. Conquista essa, que se deu ao fato de, no meu mini-ap, ouvir-se qualquer suspiro que aconteça no aparetamento ao lado (então vocês podem imaginar o quanto se ouve no quarto ao lado!).

A questão toda é pra chegar na seguinte conclusão:
Saber que eu estou absolutamente só no meu quarto, me faz pensar no quanto eu estou absolutamente só de mil maneiras. Cheguei a terrível conclusão que a partir de agora, EU preciso assumir as minhas decisões (e quem me conhece sabe o quanto eu acho difícil tomá-las) e assumir as broncas do que acontecer depois. E o complicado é isso. De repente tu te ve sem ninguém que possa tomar as rédeas por ti, que não tem como desligar o telefone na cara de ninguém, e que sim, é necessário encarar a cara de mau da chefa , do namorado, da mãe e eventualmente algum amigo e dizer: Pois é, eu ando insatisfeita com o rumo que as coisas tomaram. E pior, ver o resultado disso depois.
É necessário encarar a falta de visão de algumas pessoas quando se deparam com os teus sonhos, com a concepção que teus pais tem de que tu não é adulto o suficiente... (pelo menos a mãe, no meu caso).

Eu ando realmente exlodindo de tensão. Eu disse TENSÃO! uhauhauhauhuha
Bom, to com a cabeça pensando, pensando e sem chegar a conclusão nenhuma... Trocar o certo pelo duvidoso, o oito pelo oitenta, o seis pelo meia dúzia.
E parece que o mundo tá virado só pra mim. Se forte e perseverante seriam características que eu gostaria muito de ter, mas afinal...

Os comentários me colocaram pra cima, brigadão

Comentário dos comentários (dessa vez eu fui abrigada!)

Gruber:
"Querer voltar no tempo é uma fuga cretina... pensa se realmente valeria a pena?
Naquela época tu nem fazia sexo!
Então, seja lá o que for que te amedronta, e isso lá é normal, eu te diria o seguinte:
Dedique uma parte da vida à futilidade e outra a rir das pessoas fúteis.
Não seja um membro da massa, ou eu rirei de você.
Aproveite o fato de ser mulher, as mulheres conseguem tudo o que querem.
As vezes é bom tomar decisões radicais, pois eles podem dar bons resultados; e uma boa decisão sempre acaba resultando em eventos completamente radicalizados"

A puxada de saco quanto a ser mulher foi válida.
Ser fútil as vezes me faz um pouco feliz, quando não vem meu lado intelectual (a maioria das pessoas tem um anjinho e um diabinho, eu tenho uma intelectual e uma funkeira!) e me lembra do quanto eu estou sendo imbecil... Dai desaba de novo. Decisões radicais são fodas, especialmente quando mechem com outras pessoas...

Adri:
"e tu tbm és assim guria, tu és diferente. deixaste de ser a "gaby" pra ser tornar a dona gabi de hoje, uma menina/mulher que, apesar de umas palpitações e taquicardias, é responsável por sua vida, consegue juntar forças suficientes pra não se acomodar, não ser igual a todo mundo, não trabalhar num lugar que não gosta soh porque é mais fácil...e pense que, apesar de não teres 16 anos, a srta tem soh 21!!! não estás exatamente com o pé na cova, neh.......? tens a vida toda pela frente ainda"

Eu concordo que não esteja com o pé na cova, mas as minhas preocupações são de uma tia muuuuito velha. A Gaby, sem dúvida sabia contornar as situações tendo somente que pra isso, a sua agenda (ou diário) estivesse aberto e que uma caneta estivesse na sua mão. A Gabi, sabe que isso apenas não vai resolver o problema do aquecimento global, da fome, da misério, da corrupção...

A vida continua... Que jeito, né?!


Beijo, beijo!

2 comentários:

adri disse...

eh, eh bem difícil mesmo tomar nossas próprias decisões, tomar responsabilidade pelas consequencias destas.... qnd éramos menores, podíamos sempre chamar a mamãe pra fazer isto por nós, ou pra, pelo menos, dividir conosco essa pesada responsabilidade: definir o futuro, tomar decisões que podem afetar ou alterar completamente nosso destino.

ateh hj recorro à minha as vezes, mas isso porque ela eh um amorzinho, sempre me ajuda, sempre diz que o que é pra ser nosso ninguém tira, não há nada que mude. mas, na maioria das vezes, já tenho minha cabeça mais ou menos feita quando vou falar com ela, e essa eh uma diferença importante.

tomar as próprias decisões dói sim, e dói mais ainda quando dão errado, mas com certeza isso é de uma maturidade libertadora.

adri disse...

ah, e eu tenho medo de escuro ateh hj.......