12 março 2007

Sussuro #100

Post #100 e eu consigo que me fuja da mente tudo que eu estava pensando em escrever.

Passada aquela época em que a gente escrevia nos diários alheios (que, definitivamente, não eram diários!) que se sentisse um aperto no peito era o sutiã, me pego pensando em como os sentimentos simplismente surgem. Quase como se por dentro a gente fosse desenvolvendo o tato e sentindo formas novas. Se o meu coração tivesse dedinhos, eles provavelmente estariam doloridos, tais são as tantas texturas ásperas que ele tem conhecido. Especialmente por aquelas que ele nem mesmo sabe o que tocou. Como o lado externo, as vezes surgem marcas, rachaduras e cortezinhos que ele não lembra onde poderia ter machucado.

Eu o ajudo a pensar, mas o meu coração tem consiencia própria e as vezes busca lá no fundo um gosto amargo, uma superfície rugossa, e volta a doer sem que eu consiga saber bem o porquê. Acontece seguidamente. Primeiro ele bate como se tivesse medo de não ter força pra seguir em frente. Depois, parece que vai explodir no peito. E eu fico perguntando sem resposta porque ele está agindo desta forma. Bem que eu gostaria que fosse uma novela mexicana (Gabriela Angela!!), mas o sangue vai ficando ácido e o coração vai ficando apertado, e eu penso que um trash movie viria melhor a explicar!

Por mais que eu pense que as coisas estão entrando nos eixos dentro dele, ainda ele me mostra que eu preciso crescer na mesma proporção dele. Que eu preciso bater forte todos os dias de manhã, como se a gente não soubesse se sangraremos amanhã. Que eu preciso cuspir o nó da garganta. Que eu preciso pensar muito mais, e que precisamos fazer o sangue correr muito mais longe, muito mais forte.

Isso seria bem tosto, não fosse praticamente uma descrição física dos meus dias de manhã!
uhauhauhauhahuhuauhahuauhauhau

E comé que tu tá, guria?
As coisas vão caminhando bem, conseguindo me sentir feliz com o Maicon, sem angustias, conseguindo pensar, quase que não me precionando e fazendo planos felizes sobre a pilha de coisas que vou ler nas minhas "férias". Feliz por conseguir conversar com o meu pai, e tristinha por não poder abrir meu coração completamente pra eles!
Sinceramente as coisas vão acontecendo. E é tão triste quando "abridor de portas" perceber o quanto as coisas sobem e descem. E como dói fazê-las "subir".
Já disseram por aí que eu sou forte, que eu tenho peito e resisto as" interpéries". Mas vamos pensar: Que outra alternativa eu tenho?

Na boa que eu me acho bem frágil, só que ainda não achei ninguém melhor que eu pra colar os cacos, quando o impacto é mais forte do que força interna.

E vamos tentando melhorar, né, migalha por migalha.

Acabou sendo o que eu queria escrever nos título mesmo:
Besteiras avulsar sobre mim mesma!

Um comentário:

adri disse...

eh gabi, tem feridinhas que são feitas no dia a dia, como aqueles cortes nas pontas dos dedos que fazemos nas folhas de papel e nem percebemos, que só vêm a doer mais tarde. depois que várias feridinhas e cortes são feitos no mesmo lugar.

às vezes dói, as vezes machuca, encomoda e coça mesmo o coração, esse bombeador de sangue que infelizmente (?) eh muito mais do que isso.

pq ele bombeia sentimentos tbm, e às vezes me pego pensando se não seria melhor que ele fosse apenas mas um órgão do corpo, que não ficasse nos dando idéias e medos e amores e sonhos de finais felizes.....

bjn gabriela angela!